As quadras populares aqui colocadas foram recolhidas junto do povo, de pessoas que gostam de versos e os decoram facilmente.Como não há conhecimento acerca da autoria pressuponho que são todas de cariz popular e, portanto, de autor desconhecido; se assim não for, peço desculpa aos lesados e peço que mo comuniquem.Ocasionalmente colocarei algumas de autores conhecidos, que se enquadrem neste perfil popular e rústico. E como também eu tenho (modéstia à parte) algum jeito para quadras populares, publicarei algumas feitas por mim, devidamente assinadas.
Felipa Monteverde

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nunca pensei que houvesse

Nunca pensei que houvesse
Mesmo aqui neste lugar
Um rapaz tão amoroso
Com quem eu hei-de casar.

Hoje eu vinha-te dizer

Hoje eu vinha-te dizer
Que o nosso amor acabou
Ao chegar perto de ti
Percebi que ele aumentou.

Eu sempre te procurei

Eu sempre te procurei
Bem de longe te segui
Agora que te encontrei
Nos teus braços me perdi.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Há muito quem saiba ler

Há muito quem saiba ler
Pouco quem saiba notar;
Há muito quem tenha amor
Pouco quem saiba amar.

Não sei bem o que faria

Não sei bem o que faria
Se um dia te encontrasse;
Talvez de tanta alegria
Em vez de me rir chorasse.

Queria mandar-te uma carta

Queria mandar-te uma carta
Por uma pomba branca e leve;
Duas frases amorosas
Nas suas asas de neve.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Secam as lenhas nos montes

Secam as lenhas nos montes
Secam as fontes e o mar
Largam as árvores os frutos
Quando o nosso amor acabar.

Tu estás cheio de luz

Tu estás cheio de luz
Por uma luz que quer ver
Os teus braços são a cruz
Aonde eu hei-de morrer.

Teu nome são nove letras

Teu nome são nove letras
Que me fazem adormecer
A maior pena que tenho
É de não as saber ler.

domingo, 10 de outubro de 2010

A pedra do mar é fina

A pedra do mar é fina
Teu nome mandei gravar
Com letras de oiro dizia
Que nasci para te amar.