As quadras populares aqui colocadas foram recolhidas junto do povo, de pessoas que gostam de versos e os decoram facilmente.Como não há conhecimento acerca da autoria pressuponho que são todas de cariz popular e, portanto, de autor desconhecido; se assim não for, peço desculpa aos lesados e peço que mo comuniquem.Ocasionalmente colocarei algumas de autores conhecidos, que se enquadrem neste perfil popular e rústico. E como também eu tenho (modéstia à parte) algum jeito para quadras populares, publicarei algumas feitas por mim, devidamente assinadas.
Felipa Monteverde

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

À minha porta faz lama

À minha porta faz lama
À tua faz um lameiro
Se me queres dar um beijo
Limpa a boquinha primeiro.

8 comentários:

Miguel Afonso disse...

Se à tua porta faz lama
lava as pedras dessa rua,
que eu quero ir visitar-te
esta noite, à luz da lua!

Je Vois la Vie en Vert disse...

Olá ! Entro aqui pela primeira vez e já limpei a boca...vou tentar guardá-la limpa...
Gostei muito do teu comentário na Travessa do Ferreira e decidi vir dizer-te isto pessoalmente. Não sou tão "praticante" como tu mas concordo naquilo que escreveste - estavas a comentar na mesma altura do que eu, por isso só vi o teu comentário depois. Também tento seguir as "regras" da Igreja e confesso que irrita-me um pouco as críticas que fazem ao Santo Padre. Então, as pessoas acham que o Chefe da Igreja deveria dizer "façam amor a torto e a direito", "façam abortos", "desrespeitam as regras"? Em todo o lado há regras para cumprir e da parte da Igreja, há compreensão e perdão quando há um arrependimento, como na vida civil, mas claro, temos que pagar pelos nossos erros, aliás é uma forma para nós crescermos !
Beijinhos
Verdinha

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Felipamiga

Meteste-me numa boa alhada
já nem sei por onde vou
se tento fazer uma quadra
cada vez mais peco estou

Confissões telefonadas
são matéria de debate
estão cada vez mais chaladas
quem as ate que as desate

Gosto dos teus comentários
que postas lá na Travessa;
certeiros, bonitos, vários
no jeito de quem se interess

Nestas quadras posso dar
contas desta minha opinião;
mas não me ponhas a rezar
dás cabo do meu coração

Querida Felipa: já meteste o virus quadrístiquex viróticus

Qjs

Felipa disse...

Meu caro amigo Ferreira
cada um é p'rò que nasce
eu não nasci para freira
nem faço disso disfarce,

mas desde a mais tenra idade
que tenho uma grande fé
nesta intensa verdade:
DOMINOS CARITAS EST.

Por isso cá vou cumprindo
as leis da santa Igreja
e com todos repartindo
a alegria que sobeja

que sobra quanto mais dou
quanto mais me dou mais tenho
mas beata não, não sou
nem a orar me entretenho.

Mas rezo, sim, rezo sempre
todos os dias um pouco
e assim alimento a mente
e esqueço este mundo louco.

Mas nunca me atreveria
a impor a minha fé,
que nem Cristo isso fazia:
só é de Cristo quem quer.

Por isso não se apoquente
que não o obrigo a rezar
ser amigo cá da gente
é esse o seu professar.

Vou apreciando as rimas
que o amigo vem fazendo
e parece, nessas linhas
que um trovador está nascendo!

Abraço

Felipa disse...

Caro Miguel, meu amigo
sabe que as pedras da rua
refletem dor e castigo
se lhes bate a luz da lua?

Miguel Afonso disse...

Pedras da rua, ó tristeza
de quem as pisa na dor
de caminhar com leveza
na busca do seu amor!

Mas pedras, se são castigo
a quem querem castigar?
A mim não, que sou amigo
de amores e de amar...

Nilson Barcelli disse...

Isso é que é rimar... grande poeta é o povo, e as gentes de Viana levam a palma...
Beijos, querida amiga.

GIL disse...

Gente sou nova no pedaço, quanta poesia em respostas......bjks....Gil